
De volta a Torres, litoral norte do Rio Grande do Sul, o fotógrafo Luis Reis conversou com a revista Juice sobre a experiência de conhecer a costa brasileira durante 40 dias fazendo o que ele mais gosta: fotografar. Luis estava acompanhando piloto de paramotor Lu Marini, que percorreu cerca de 4 mil quilômetros do litoral, partindo do Morro do Farol em Torres. Depois de 12 estado, o destino foi o Rio Grande do Norte.
A inédita expedição recebeu o nome de Rastreando o Atlântico, e é claro que o fotógrafo aproveitou a oportunidade para rastrear as ondas dos diferentes picos que visitou. Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco…
Diversos profissionais acompanharam a aventura, que foi toda documentada em foto e vídeo. Luis Reis cedeu algumas de suas imagens para os leitores da Juice. Ao final dessa viagem, o objetivo é lançar um DVD, um livro e uma exposição itinerante - e Floripa está no roteiro.
Como surgiu essa oportunidade?
Durante a cobertura do WCT na praia da Vila recebi o convite através de um amigo de Torres, o Claudio Lippert, que também é piloto de paramotor. Sou especializado em fotografias de esportes radicais, o que ajudou para eu conseguir a vaga.
Qual foi o momento mais marcante da viagem?
Difícil definir. Porém foram muitas os momentos inesquecíveis. Paisagens surreais, encontro com pessoas que vivem isoladas de tudo na beira do mar, acompanhar as baleias com seus filhotes, nossa chegada no Rio Grande do Norte… Muita coisa.
Como fotógrafo, o que essa experiência te acrescentou?
Posso dizer que sou um privilegiado, pois além de conhecer nosso litoral desde o Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte, pude ver e clicar - de um ângulo que somente com paramotor te proporciona - as diferenças culturais do nosso país. De quebra ainda produzi um portifólio unico e inédito. Com certeza só tenho a agradecer a Deus por poder vivenciar tudo isso.
Enquanto não fotografava, qual era o passatempo?
Era dificil não fotografar (risos). Quando não tinhamos condição de voo, eu aproveitava pra conhecer melhor o lugar fotografando as características, a cultura, a culinaria… e claro, sempre que tivesse uma condição de surfe eu dava um banho.
Depois de visitar diversos lugares, como é voltar para casa?
A ficha ainda nem caiu (risos). Nosso país é lindo demais e com uma cultura muito rica, que muda de um estado para outro. Mas já estava com saudades de fazer aquele surf com os amigos no quintal de casa, do aconchego da família, e principalmente saudades da minha filha, Luise (6 aninhos), que é meu tesouro.










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