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THE DRIFTER

Posted on 27 outubro 2009 by Manu Scarpa


foto Marianna Piccoli

Um filme de Rob Machado e do renomado produtor Taylor Steele é o novo lançamento da Hurley programado para rolar em breve. A pré-estreia será no final de outubro na Austrália. A partir de novembro, o filme será exibido em pontos estratégico, como Los Angeles, Flórida, San Francisco, Nova York, Santa Cruz, Santa Bárbara e San Diego. Trata-se de uma obra prima, segundo os críticos. “The Drifter” - O errante, em português - apresenta Rob em sua jornada pela Indonésia em busca de ondas perfeitas e solidão. Mas não é apenas um filme de surf, é acima de tudo uma fuga da civilização e do que o fez questionar a maneira como vivia. Ele passou um ano viajando sozinho, a não ser pela equipe de cinegrafistas, fotógrafos e assistentes que o acompanharam.

A fotógrafa Marianna Piccoli conversou com Rob Machado na califórnia durante o Trestle Pro Contest. Veja o que ele falou sobre este lançamento.

Em 2008 você passou boa parte do ano se dedicando à produção do seu novo filme, junto com Steele. Como foi essa experiência?
Foi realmente incrível. Eu morei seis meses na Indonésia e viajei por todas as ilhas e todos os lugares do arquipélago. Fui praticamente sozinho, apenas com o pessoal da produção do filme.

Você já participou de filmes clássicos de Taylor Steele como Momentum, Focus e The Show. Já nesse projeto foi um pouco diferente?
Eu tenho trabalhado com Steele há muito tempo, desde o inicio da minha carreira desenvolvemos uma boa amizade. Já participei de vários de seus filmes, mas dessa vez foi diferente pois eu peguei a idéia desde o início. A partir daí desenvolvemos todo o projeto juntos.

O vídeo apresenta um formato bem peculiar. Você acha que pode ser considerado uma autobiografia?
É um pouco confuso, pois é difícil você definir um vídeo em uma só categoria. Ao mesmo tempo que é um documentário, também retrata um período da minha vida, da minha jornada.

Você é conhecido por surfar com muitas pranchas diferentes (retrô, single fins, fish). Qual a maior prancha que você usou nessa viagem?
Apesar do tamanho grande das ondas, a maior prancha que usei foi uma 6′3.

Nesse ano você teve outro grande momento. Foi o vencedor do premio SIMA Waterman of the Year. O que esse título significa para você?
Foi uma noite muito especial, ganhar um prêmio como este e recebê-lo das mãos de Gerry Lopez foi realmente incrível. Quando penso em um Waterman, vejo alguém que está sempre no oceano, promovendo qualquer tipo de atividade dentro dele e protegendo–o sempre.

Em breve datas sobre a divulgação do filme no Brasil. Mais informações em www.thedriftermovie.com.


foto divulgação

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Surf e Rap na telona

Posted on 05 setembro 2009 by Manu Scarpa



Para quem gosta de Rap, o filme é um prato cheio. Para os menos simpatizantes, uma boa oportunidade de apreciar e conhecer esse estilo musical produzido nas periferias. Pela primeira vez um filme de surf traz a trilha sonora de ponta a ponta com o melhor do rap nacional. Nomes como MV Bill, RZO, Função RHK e Xis fazem parte das mixagens que acompanham as bombas filmadas ao redor do mundo. A idéia dessa mistura surgiu entre amigos, mas quem bateu o martelo foi o videomaker e diretor Luiz Eduardo Pavão (Duda). Quem deu vida a essa criação foi Dj Cia, produtor musical que há mais de 15 anos representa o rap nacional nas pistas. De passagem por Floripa, a revista Juice conversou com ele e a entrevista você confere agora.

Como você conheceu o Duda e como surgiu essa parceria?
Dj Cia: O Duda eu conheci através de um amigo que trabalha com a gente. Eles se encontraram numa festa em São Paulo, conversaram nos bastidores e o Duda comentou que estava fazendo um filme sobre surf e procurava alguém para colocar uma trilha. Então ele nos apresentou.

Como que você definiria o estilo musical do filme que prioriza o rap nacional?
Dj Cia: O Duda mostrou as imagens, tinham umas cenas de surf mais agressivo e aí ele me dava uns toques do que ele imaginava e eu mostrava os sons que eu achava que combinavam. A gente entrou em sintonia e fomos montando a trilha juntos. Rolou super bem, foi uma grande parceria. Outros filmes de surf já usaram o rap nacional na trilha sonora, mas esse trabalho é o único que prioriza esse estilo musical. Tive a preocupação de usar músicas com letras relacionadas ao surf, que contam uma história, que falam do sul, de mulher, do cara ser guerreiro, porque no esporte o cara tem que ser guerreiro, tem que se dedicar. E o rap tem muito isso de passar mensagem através das letras, para a pessoa estudar, praticar esporte, ficar longe do que é errado.

O filme não tem um minuto de silêncio, como você explica essa idéia?
Dj Cia: A idéia foi do Duda, mas eu sempre quis fazer isso em outros meios em que a música rola. No surf todo mundo curte som e é bem antenado, por isso quando apareceu a idéia eu achei maravilhoso. Era a oportunidade de mostrar que o rap se encaixa em qualquer trilha sonora, com qualquer parada. Como acontece nos Estados Unidos, que você encontra bastante trilha de hip hop nos comerciais e filmes. No Brasil isso ainda é um pouco devagar, o pessoal ainda tem um pouco de preconceito.

Qual teu contato com o surf?
Dj Cia: Eu conheço vários surfistas, tenho vindo muito para o sul. Eu só não sei nadar, mas admiro todos os esportes dentro da água. Acho que a gente que trabalha com música precisa ter envolvimento com pessoas de todos os tipos. Porque as pessoas querem ouvir música e a gente quer mostrar o nosso trabalho. Eu que sou produtor preciso dessa exposição, por isso a maior parte das músicas que coloquei no filme fui eu que produzi, tanto aqui no Brasil como lá fora.

Você já tinha feito algum trabalho parecido com esse?
Dj Cia: Eu fiz um trabalho parecido para uma marca de óculos bem conhecida. Tinha muitos sons instrumentais e coloquei mais músicas gringas. Foi mais curto também, não como esse que produzi para o Duda, com essa sintonia, mais louco, por a gente ter feito junto, ter batido as idéias.

Como foi o processo de criação dessa trilha? Quanto tempo levou?
Dj Cia: As músicas eu já tinha. Demorou uma semana no máximo. Mais por causa da distância e dos horários, o Duda estava fazendo outras coisas e eu fazendo o disco.

Qual sua opinião sobre o resultado final do trabalho?
Dj Cia: Eu tenho recebido várias mensagens pela Internet e acho que quando isso acontece significa que o pessoal está gostando e que o trabalho valeu a pena. Esse retorno positivo faz expandir a idéia para outras pessoas fazerem um trabalho parecido espelhando-se na gente, com outros djs envolvidos. Que isso seja um impulso para a utilização de mais músicas brasileiras em filmes, não só o rap. A música e o esporte, por mais que as pessoas não vejam dessa maneira, atraem multidões e poderiam ser usados para mandar mensagens positivas de cuidado com a natureza, voto consciente, levar a sério os estudos.

A difusão do rap nacional se deve muito ao seu trabalho de Dj. O que o filme trouxe pro rap?
Dj Cia: Eu sou do RZO, eu gosto de rap nacional e eu produzo esse tipo de som. Então eu tenho que pensar que se eu quero difundir a música nacional – e por conseqüência, o meu trabalho – não adianta tocar sons gringos como 50th Cents, 2Pac, Notorious. Por mais que eu goste do som, não vou alcançar o meu objetivo. A idéia é fazer a música nacional estar em diferentes segmentos, porque isso só vai trazer retorno positivo para o movimento do rap e também para o meu trabalho de Dj. O filme fez a ponte entre o rap e o surf para as pessoas que não conhecem o esporte e nem imaginavam o que era pegar uma onda no nível que os surfistas apresentam hoje em dia. Então surge uma ligação entre eles que não havia antes. A associação com manobras do skate, por exemplo. E o contrário também se encaixa, levar o rap para a galera do surf que não conhecia e, por isso, não entendia o rap. Eu espero que os caras do surf tenham essa mesma visão, que essa troca de experiências e informações é crescimento. Às vezes tem manobra de um determinado esporte que eu penso em adaptar nos toca discos, tento produzir um som para representar aquele efeito, como por exemplo o som da onda “tchuáááá”, ta ligado? É um scratch, é louco!

Você anda de skate?
Dj Cia: Não. Meu pai é Dj (Dj Alemão) e eu comecei a tocar com 13 anos, para isso precisei me dedicar. Então me dediquei. Sou 24 horas toca discos, mais nada. Até gostaria de aprender, mas eu não posso me arriscar. Já imaginou levar um tombo, ficar com o braço engessado e não poder tocar?

Assista a entrevista com o diretor do filme subfoco, Duda Pavão.
Na página principal. Confira.
VIDEO
Entrevista com o diretor do filme SUBFOCO, Duda (Luiz Eduardo Pavão);
Trechos do filme - trilha sonora DJ CIA;
imagens do filme SUBFOCO PRODUÇÕES;
imagens entrevista - Marianna Piccoli

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A Vida dos Outros

Posted on 15 janeiro 2009 by Samuel Schmidt

A Vida dos Outros

Por Samuel Schmidt

O filme narra a história real da polícia Stasi, cruel sistema de espionagem e controle sobre os cidadãos, existente na Alemanha Oriental comunista, extinta em 1990. O capitão Gerd Wiesler, um frio e calculista agente do serviço secreto, recebe do Ministro da Cultura a missão de investigar a vida de um casal de artistas por meio de uma escuta implantada em sua casa, desconfiado de que estariam traindo as idéias comunistas.

Mas o capitão logo começa a questionar sua conduta, pois percebe que a investigação não é motivada por questões de “segurança do Estado”, mas sim por razões pessoais, além de ficar fascinado pelas vidas e personalidades dos dois artistas. O filme, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2006, é uma dessas obras que nos ensinam sobre o mundo atual e os dramas contemporâneos.

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